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Livro - Coleção Mulheres Modernistas - 7 Volumes em Sacola de Pano Exclusiva Código do Produto: 6602033 (2463815)

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Livro - Coleção Mulheres Modernistas - 7 Volumes em Sacola de Pano Exclusiva

O amante

Considerado o livro mais autobiográfico da escritora, dramaturga e cineasta Marguerite Duras (1914-1996), O amante, escrito em 1984, recebeu o Prêmio Goncourt, o mais importante da literatura francesa e se consagrou como sua obra mais célebre.
O romance narra um episódio da adolescência de Duras: sua iniciação sexual, aos quinze anos e meio, com um chinês rico de Saigon. Se as personagens e fatos são verídicos, a escrita os transfigura e transcende; não sabemos em que medida a história é verdadeira.
Os encontros amorosos são, ao mesmo tempo, intensamente prazerosos e infinitamente tristes; a vida da família contrapõe amor e ódio, miséria material e riqueza afetiva.
A presença da mãe, sua desgraça financeira e moral, do irmão mais velho, drogado, cruel e venal, e do irmão mais novo, frágil e oprimido, constituem uma existência predominantemente triste, e por vezes trágica, de onde Duras extrai um esplendor artístico que se reflete em sua própria pessoa - personagem enigmática, quase de ficção.
Tem sido dito que ler este livro é como folhear um álbum de fotografias - a narrativa se desenrola em torno de uma série de imagens fascinantes. Esse trabalho primoroso com as imagens também pode ser verificado nos mais de vinte filmes dirigidos por Duras e na possibilidade de seus textos se transformarem em filmes, como o fez Jean-Jacques Annaud com O amante em 1991.
Sete narrativas góticas

Karen Blixen - que costumava adotar pseudônimos ao escrever, o mais célebre deles Isak Dinesen - iniciou sua carreira de escritora profissional aos quase cinqüenta anos. O primeiro livro que publicou foi este Sete narrativas góticas, em 1934.
Durante os anos em que viveu na África, de 1914 a 1931, a autora aperfeiçoou sua habilidade de construir histórias ao contá-las aos empregados da fazenda que dirigia. Dessa experiência, extraiu a essência das narrativas reunidas neste volume - inicialmente escritas em inglês - e de toda a sua obra: traços autobiográficos, estética elaborada, espaços de sonho e a impressionante capacidade de fabulação.
Os sete contos tratam de estranhos acontecimentos em histórias surpreendentes que fundem real e ficção, criando uma aura de mistério e estranheza. Embutidas nessas narrativas, há densas reflexões sobre a morte e o sobrenatural, a passagem do tempo e sua insolubilidade, as frustrações cotidianas e a solidão humana.
Ao longo dos textos, verificam-se ecos de Shakespeare e Edgar Allan Poe (leituras confessas da autora), que nos explicam, de algum modo, a razão de sua modernidade e sua influência em autores contemporâneos como Julio Cortázar, entre outros.

O homem sentado no corredor e A doença da morte

Depois de publicar três autoras de língua inglesa, a coleção Mulheres Modernistas traz a sua primeira escritora francesa. As duas novelas de Marguerite Duras (1914-1996) - conhecida principalmente pelo romance O amante e pelo roteiro do filme Hiroshima mon amour - que compõem este livro chamam a atenção pelo caráter fortemente confessional e amoroso, mas de uma amorosidade esquiva, rara e, sobretudo, muito distante do que costumamos encontrar nos textos de tônica amorosa. Os dois textos, de 1980 e de 1983, respectivamente, como que anunciam um tempo de amores rápidos, do pânico da intimidade e da velocidade.
Nas duas narrativas, é pelo desencontro, pela ausência e pela falta que se dá o embate amoroso entre os pares anônimos. A grande novidade no discurso amoroso de Duras se dá na invenção de um tipo de texto breve e intenso, no qual a narrativa já se inicia com a situação posta. O volume traz, ainda, um breve posfácio da autora sobre A doença da morte, a lista completa de suas obras - ficção, teatro, cinema, adaptações, gravações - e uma bibliografia sobre Duras no Brasil. A tradução do dramaturgo, poeta, ator e diretor Vadim Nikitin privilegia a crueza e a oralidade dessa prosa. A edição conta também com raras aquarelas do artista plástico alemão Anselm Kiefer.

Anedotas do destino

Publicado originalmente em 1958, este último livro da dinamarquesa Karen Blixen (1885-1962) reúne cinco contos, dentre os quais "A festa de Babette", o mais conhecido da autora, adaptado para o cinema por Gustav Axel (1987).
O tom em Anedotas do destino é mágico. Valendo-se da rica tradição nórdica das narrativas populares, de seu amor confesso pela obra de Shakespeare, bem como de histórias da Bíblia e do Corão, Blixen situa seus contos entre o sonho e a memória arquetípica e nos conduz no tapete voador de sua prosa da Pérsia aos fiordes da Noruega, passando pela China. Este livro encerra algumas de suas mais notáveis passagens como contista, gênero ao qual dedicou a maior parte de sua obra escrita ora em inglês, ora em dinamarquês, marcada por uma atmosfera enigmática.
Além da nova tradução, este volume ganhou apêndice com informações esclarecedoras sobre algumas referências culturais do texto, sugestões de leitura e fotos inéditas. A atual edição traz, ainda, posfácio de Per Johns, grande estudioso da obra de Karen Blixen.

A fazenda africana

Em nova tradução, esta é a obra-prima da escritora dinamarquesa Karen Blixen (1885-1962), que escrevia em língua inglesa. É um livro autobiográfico, mas com caráter bem mais "etnográfico" do que melodramático. O livro tem como ponto de partida a vida amorosa infeliz de uma baronesa européia que se recusa a assumir seu papel dominante no mundo colonial, numa grande fazenda africana. O marido, seu primo barão Bror Blixen-Finecke, transmite-lhe sífilis logo no primeiro ano de casamento e segue sua vida de playboy, enquanto ela fica sozinha à frente da fazenda de café. Esse é o pretexto para a autora se lançar a agudas observações em torno de uma galeria de pessoas, paisagens e animais, relatos de histórias ouvidas, fragmentos de episódios e análises de caráter antropológico. Mais do que a trama amorosa, esse material compõe, na verdade, o cerne da obra.
Divida em cinco partes, a narrativa começa por uma descrição de contexto. Aos poucos, vamos nos dando conta de que os detalhes são os próprios fios condutores e os maiores atrativos do livro. Na segunda parte já estamos completamente mergulhados no mundo da África Oriental inglesa e seus nativos quicuios, massais, somalis e de outras culturas nômades.

Contos completos

Reunindo pela primeira vez os contos completos de Virginia Woolf, o que inclui o inédito no Brasil "Um diálogo no monte Pentélico", e com uma nova tradução, pelo poeta Leonardo Fróes, este volume se destaca por trazer à tona a rica tessitura literária de uma das maiores autoras inglesas do século XX (1882-1941).
Sendo escritora modernista por excelência, Virginia reinventa a narrativa de forma a quase sempre fugir da descrição de uma ação linear. As falas, os pensamentos e as ações de seus personagens são reembaralhados, e distribuídos de forma original, muitas vezes imbricados às reflexões da narradora. Como no conto "Kew Gardens", por exemplo, no qual não há sequer uma ação propriamente dita, todo ele se passando durante uma caminhada pelos jardins públicos, preenchida por reflexões e por um olhar desviante desprezados pela narrativa tradicional, como o simples andar de um caramujo pelo chão.

Contos

Autora de cerca de uma centena de contos, de diários e de uma vasta correspondência, Mansfield teve uma vida breve e uma trajetória errática e conturbada por crises sentimentais e relacionamentos inconfessáveis na atmosfera vitoriana em que viveu meros 34 anos (1898-1923).
Influenciada por Tchecov, admiradora de Joyce e admirada por Virginia Woolf, moderna não só na literatura mas em seu comportamento sexual e amoroso, a escritora neozelandesa inventou a sua própria forma de conto. Detinha-se no instante e na intensidade dos pequenos acontecimentos, sem explorar tramas romanescas.
Esta edição reúne contos da mais fina produção da escritora. Em relação às publicações anteriores no Brasil há correções importantes de erros de revisão e de tradução, que comprometiam às vezes a intelecção de passagens inteiras. Foram incluídas, também, notas esclarecedoras sobre contextos locais.
A edição traz, ainda, apêndice com trechos de seus diários comentando cada conto, bem como sugestões de leitura e fotos inéditas do arquivo Katherine Mansfield da Biblioteca Nacional da Nova Zelândia.

Título
Coleção Mulheres Modernistas - 7 Volumes em Sacola de Pano Exclusiva
Subtítulo
Katherine Mansfield, Virginia Woolf, Karen Blixen e Marguerite Duras
ISBN
9788575036792
Edição
1
Tipo de capa
ENCADERNADO
Editora
Cosac & Naify
Ano
2007
Assunto
Literatura Estrangeira-Romances
Idioma
Português
Código de Barras
9788575036792

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Literatura Estrangeira

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