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Trecho de "Tem Um Cabelo na Minha Terra - Uma História de Minhoca"
"Benedita chegou a um lugar cheio de árvores enormes. A floresta foi ficando cada vez mais escura. Benedita teve a sensação de estar sendo observada e ergueu os olhos para uma árvore próxima. Que susto! Viu um par de olhos grandes, sinistros, olhando fixamente para ela. "Oh, estou reconhecendo o senhor, sr. Corujo!" E riu. "Quantos vaga-lumes!", exclamou, maravilhada, quando um grupo desses pequenos insetos começou a voar em torno dela. "Eles são as fadas da noite, encantam a floresta com suas luzinhas mágicas!" Rá! A boba da Benedita nem se dera conta de que fora iludida por um dos truques mais batidos do livro da natureza - o velho Sou-um-animal-medonho-de-olhos-imensos. Isso porque o "sr. Corujo" na verdade era uma mariposa-real, um inseto que utiliza as grandes manchas das asas para imitar animais muito mais assustadores. (Uma vez uma delas quase me matou de pavor!) Quanto aos vaga-lumes, estavam utilizando um processo químico frio para produzir luz e atrair parceiros potenciais. Bonito, é verdade, mas se alguém achar que eles são mágicos, tenho um terreninho na Lua para vender a esse alguém."
Extraído de Tem um cabelo na minha terra, de Gary Larson, mediante autorização da Editora Companhia das Letras. Copyright 1999, 2000 by Gary Larson. É proibida a reprodução deste trecho, ou parte dele, em qualquer formato, sem autorização expressa da Editora.
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