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• Página do artista Luciano
Biografia
Seu nome de batismo é Jepther McClymont. Mas na Jamaica, onde é um dos mais populares cantores de reggae desde os idos de 1993, todos o conhecem como Luciano - com uma inusitada pronúncia italiana no ?c?. Nascido em 1974, ele começou a soltar a voz desde pequeno, na igreja da cidadezinha onde morava, Davey Town. Já usando o pseudônimo Stepper John, mudou-se para Kingston, capital da ilha, em 1992. Por sugestão do produtor Homer Harris, do selo Blue Mountain, trocou o nome artístico para Luciano (brincadeira com o tenor Luciano Pavarotti) e viu sua carreira decolar. O primeiro sucesso foi ?Give My Love A Try?, já apontando algumas das influências primordiais no jeito de cantar e de compor: Dennis Brown e Frankie Paul, dois grandes nomes do reggae, e o americano Stevie Wonder.
Luciano representou um recrudescimento das idéias e crenças rastafari. Em plena era do dancehall, quando o público jovem jamaicano se esbaldava ao som de ladainhas sobre sexo e bandidagem proferidas por Shabba Ranks e Cia., ele conquistou espaço fazendo letras com mensagem e conscientização. Ao mesmo tempo em que recuperava essas características do reggae clássico dos anos 70, Luciano tratou de investir numa roupagem sonora moderna. Para isso, foi primordial sua associação com o produtor Philip Fatis Burrell, da gravadora XTerminator.
Estabelecido como grande promessa desde o primeiro álbum solo, Moving Up (o primeiro foi dividido com outro artista, Pressley), o cantor conseguiu emplacar hits também na Inglaterra. E, mais importante, ganhou a admiração de Chris Blackwell, o descobridor de Bob Marley, que o trouxe para a gravadora Island. Em 1995, com o primeiro disco pelo selo que projetou Marley mundialmente, Where There Is Life, Luciano tornou-se a bola da vez do novo reggae. Apesar de hits como ?It's Me Again Jah? e ?Who Could It Be? terem conquistado centenas de milhares de fãs, não houve o estouro planetário esperado. O status que possuía na Jamaica nunca foi atingido em mercados importantes como os EUA. Mas Luciano segue gravando trabalhos inspirados como Messenger (1997) e lançando uma média de dois álbuns por ano. Em 2001, saíram A New Day e Great Controversy.
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