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Página do artista Marisa Monte

Biografia

Uma das principais vozes femininas surgidas no país após os anos 60, Marisa Monte traz a aptidão musical desde o berço. Seu pai foi um dos diretores da escola de samba da Portela, nos anos 70. Ela, ainda na infância, estudou canto, piano e bateria. Na adolescência, fez participações diversas em grupos de amigos e numa montagem do espetáculo Rock Horror Show. Aos 16 anos, recebeu uma proposta de Roberto Menescal, então diretor da Polygram, para gravar o primeiro disco, mas acabou recusando por não se considerar preparada o suficiente.

Foi somente aos 18 anos, quando partiu para a Itália (para estudar canto lírico), que Marisa passou a se dedicar com mais afinco à música. Lá, começou a fazer apresentações em bares e casas noturnas. Num desses shows, foi assistida pelo produtor e jornalista Nelson Motta - que viria a se tornar depois diretor de seu primeiro grande show no Rio de Janeiro e seu namorado. De volta ao Brasil, seus shows no Rio passaram a chamar atenção e a cantora começou a tocar em outros lugares, como São Paulo e Belo Horizonte.

Logo, uma rede de TV (a extinta Manchete) se interessou em fazer um especial com a cantora, que acabou sendo registrado também pela EMI. Daí surgiu seu primeiro álbum, MM, em 1988. Além de um repertório variadíssimo, que abraçava MPB, soul, pop, rock e jazz, o álbum trouxe seu primeiro hit: "Bem Que Se Quis". Gravado em estúdio, seu segundo disco, Mais, revelou também seu lado de compositora em faixas como "Beija Eu" (dividindo a autoria com Arto Lindsay e Arnaldo Antunes) e "Ainda Lembro" (com Nando Reis).

Marisa construiu sua reputação em cima do rigor com que trata sua carreira - evitando expor sua vida privada, aparecendo raramente na televisão, jamais fazendo playback e gravando espaçadamente. Em 1994, publicou um dos principais discos de pop dos anos 90, Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão; da turnê do álbum nasceu o CD duplo Barulhinho Bom, metade dele gravado ao vivo. Pouco a pouco ela sedimentou sua carreira e acabou por estender sua fama até no exterior - em 1996, ela gravou a música "Águas de Março" em parceria com o fã de longa data David Byrney, para a coletânea Red, Hot + Rio. Também produziu e cantou no disco da caboverdeana Cesaria Evora, Café Atlântico (1999), na faixa "É Doce Morrer No Mar".

Em janeiro de 2000, ela fundou seu próprio selo, Phonomotor, ao lançar o disco Tudo Azul, da Velha Guarda da Portela, em que atuou como produtora. O segundo lançamento do selo, com distribuição da EMI, foi seu quinto disco, Memórias Crônicas e Declarações de Amor, publicado em meio à ótima recepção da faixa "Amor, I Love You". O CD vendeu 1 milhão de cópias e gerou uma turnê de cerca de 150 shows. A paixão pela Portela rendeu outro álbum dedicado a compositores da escola de samba. O duplo Argemiro Patrocínio e Seu Jair do Cavaquinho saiu em 2002. Em abril daquele ano, Marisa se uniu a Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes para registrar as composições que haviam criado em março de 2001, quando ela foi participar do disco Paradeiro, de Antunes, produzido por Brown. Batizaram o projeto de Tribalistas. O CD do grupo, anunciado como único, teve grande repercussão. Faixas como "Já Sei Namorar" e "Velha Infância" se tornaram sucessos, provando ser possível conciliar um trabalho conceitual e popular. Durante todo ano de 2003 ela praticamente abdicou da carreira solo para se dedicar aos shows do grupo, que foram lançados em DVD.

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