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Página do artista Ray Conniff

Biografia

Nascido no dia 6 de novembro de 1916, na cidade de Attleboro, Estados Unidos, Ray Conniff assimilou desde cedo noções musicais. Seu pai era trombonista e sua mãe, pianista. Já na época da escola, o garoto liderava pequenas bandas e rascunhava arranjos. Após se formar, mudou-se para Boston e foi tocar e aprender com Dan Murphy. Nos anos 30, com a explosão da "era do suingue" voou para Nova York tentar seu espaço. Lá, se tornou arranjador de Bunny Berigan e atuou ainda com gente como Artie Shaw, Glen Gray e os Bobcats.

Durante a Segunda Guerra Mundial, se juntou ao exército americano e foi destacado para a Rádio das Forças Armadas. Com o fim das batalhas, passou a trabalhar com Harry James. Algum tempo depois, se desinteressou pelos arranjos e se dedicou aos estudos de teoria musical. Em 1954, foi convidado a prestar serviços para a Columbia Records. Produziu e criou orquestrações para canções do vocalista Don Cherry ("como "Band of Gold"), de Johnny Mathis ("Chances Are"), de Guy Mitchell ("Singing The Blues") e de Frankie Laine ("Moonlight Gambler").

O sucesso de seus trabalhos foi tanto que, em 1957, a gravadora resolveu apostar em seu primeiro disco-solo. 'S Wonderful permaneceu por quase um ano entre os 40 álbuns mais procurados pelo público adulto e mostrou, de cara, o estilo "ambiente" (ou "pano-de-fundo") da música de Conniff. Ainda nos anos 50, ele emplacou álbuns como 'S Marvelous (1957) e o ao vivo Concert In Rhythm (1958). Na década seguinte, gravou mais de 20 trabalhos, incluindo os bem-sucedidos Say It With Music (1960), Love Affair (1965) e Somewhere My Love (de 1966, que vendeu cerca de um milhão de cópias). Os registros incluem ainda uma série de projetos temáticos ? englobando natalinos (Christmas Album, We Wish You A Merry Christmas), regionais (Em Espanol! e Hawaiian Album) e trilhas sonoras (Music From Mary Poppins).

O segmento adulto e estável de Ray Conniff foi atingido no início dos anos 70, com a disparada do rock. As vendas caíram assustadoramente e ele se viu obrigado a introduzir em sua música elementos do estilo jovem. Exemplos dessa transformação não faltam: em 1970, gravou "Bridge Over Troubled Water" (Simon & Garfunkel); em 1972, "Imagine" (John Lennon); em 1973, "Killing Me Softly With His Song" (Roberta Flack) e em 1974, "Blowin' In The Wind" (Bob Dylan), sempre, porém, em versões palatáveis aos ouvidos que se recusaram a entrar na era do rock.

Como suas orquestrações e vocalizes pouco interessavam à juventude, e as novas canções soaram modernas demais para os adultos, Ray Conniff passou a se concentrar nos clássicos da música contemporânea ? de "Don't Cry For Me Argentina" ao tema do filme Romeu e Julieta. Enfocou, também, mercados até então pouco explorados, como a América do Sul. Produziu um sem-número de latinidades que inclui Exclusivamente Latino (1980), Campeones (1985) e Love In Rio (1997), e incluiu em sua agenda excursões para os países do continente. No Brasil, gravou CDs especiais como Do Ray Para o Rei (somente com músicas de Roberto Carlos), lançado em 2000 pela gravadora Abril Music. Além da longevidade, os números da carreira do maestro americano também são impressionantes: ele vendeu mais de 50 milhões de cópias e, somente nos Estados Unidos, conseguiu colocar 12 discos no concorrido Top 10.

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