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• Página do artista Alceu Valença
Biografia
Alceu Valença, com seus pés descalços e cabelos compridos, fez da irreverência o trunfo de sua carreira. Hoje é conhecido por misturar os ritmos nordestinos como baião, frevo, xaxado e maracatu ao rock, fado ou sons orientais. Em 75 foi para a rua, vestido de palhaço e com um megafone em punho, chamar o público para seu show Vou Danado Pra Catende. Quando tinha 4 anos, participou de um concurso de interpretação infantil. Cantou uma música de Capiba, mas não levou a caixa de sabonetes, troféu dado ao vencedor. Inconformado, começou a dar cambalhotas na hora da premiação. Ganhou a simpatia das pessoas e os sabonetes também.
Filho da classe média pernambucana, Alceu Paiva Valença nasceu no dia 1º de julho de 1946, em São Bento do Una. Na década de 50, mudou-se com os pais para Recife, onde chegou a se formar na Faculdade de Direito. Sua vida, porém, era participar de festivais de música.
Em 69 foi para a Universidade de Harvard, em Boston, mas, em vez de estudar, passava os dias tocando canções nordestinas em escolas e praças públicas da cidade. Na década de 70, de volta ao Brasil, Alceu viu sua carreira engrenar. Lançou, em 72, um disco em parceria com Geraldo Azevedo. Nesse mesmo ano, num dos momentos mais emocionantes de sua carreira, cantou Papagaio do Futuro com Jackson do Pandeiro no VII Festival Internacional da Canção. Em 74, gravou seu primeiro trabalho solo, Molhado de Suor, que abriu os olhos da crítica. Com o show Vou Danado Pra Catende, de 75, conquistou a admiração do grande público.
Seguiram-se, a partir de então, discos como Espelho Cristalino (77), Coração Bobo (80), Cavalo de Pau (com o sucesso Tropicana, em 82) e Brazil Night Ao Vivo em Montreux (83). Na década de 90, seus principais feitos foram Maracatus, Batuques e Ladeiras (92), o CD do projeto O Grande Encontro, em 96, com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho e Forró de Todos os Tempos, lançado em 99, com um pout-porri de Luiz Gonzaga e Cantiga do Sapo, de Jackson do Pandeiro.
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