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• Página do artista Marcelo D2
Biografia
As rimas em favor da legalização da maconha, a ginga malandra de carioca da gema e o incrível carisma no palco fizeram de Marcelo D2 um dos mais importantes porta-vozes de sua geração. Em meados da década de 1990, ao lado de Chico Science, ele foi o responsável pela reformulação do rock nacional ao experimentar fusões sonoras entre ritmos norte-americanos e gêneros tradicionais do Brasil, mais especificamente o hip-hop e o samba.
Nascido em 1967 em São Cristóvão, Rio de Janeiro, e criado no Morro do Andaraí, Marcelo Maldonado Gomes Peixoto ouviu "Planet Rock", de Afrika Bambaataa, pela primeira vez aos 11 anos. Frequentando bailes de black music, como o do Grajaú Tênis Clube, se aprofundou no rap. Depois de servir o Exército, casou-se com Sonia Assini de Moraes e teve o filho Stephan aos 24 anos. O casal separou-se depois de um período morando em Maringá (Paraná). Marcelo voltou ao Rio, onde se casou com Manuela Cruz e teve uma filha, Lourdes. Quando ingressou na música, já havia trabalhado como porteiro, office-boy, vendedor de loja de imóveis e camelô.
Antes de obter sucesso como artista solo, Marcelo D2 ficou conhecido como líder do Planet Hemp, grupo formado com o amigo Skunk em 1993. Com a morte do colega, Marcelo passou a liderar o grupo carioca, que lançou o álbum Usuário (Sony) em 1995. Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára (1997) superou o sucesso da estréia, mas vários shows foram cancelados, discos apreendidos e a banda presa por oito dias em Brasília acusada de fazer apologia às drogas. Libertado, ele se dedicou ao primeiro disco solo enquanto o Planet Hemp tirava férias. Eu Tiro É Onda (1998) se aprofundava na proposta de cantar rap na cadência do samba. Gravado em seu estúdio caseiro por David Corcos e mixado em Nova York e Los Angeles por Carlos Bess e Mário Caldato Jr. (Beastie Boys), o disco contou com a participação de nomes importantes da MPB como João Donato e Dom Um Romão, e utilizou somente samples nacionais como o de "Canto de Ossanha" (Baden Powell/ Vinícius de Moraes). Marcelo D2 voltou ao estúdio com o Planet Hemp para gravar o elogiado A Invasão Do Sagaz Homem Fumaça em 2000, seguido de MTV Ao Vivo (2001).
Enquanto o grupo carioca passava longos hiatos entre seus lançamentos, Marcelo seguia ativo. Participou de Assim Caminha A Humanidade, de seus ídolos Thaíde & DJ Hum, gravou na trilha sonora de A Taça Do Mundo É Nossa, dos humoristas do Casseta & Planeta, e deu um furo histórico em Caetano Veloso, simplesmente não comparecendo a uma gravação conforme combinado. Novamente em seu estúdio, organizou e produziu a compilação Hip Hop Rio (Net Records) que apresentava 10 nomes do rap do Rio de Janeiro e incluia a faixa "A Maldição do Samba", de sua autoria. O disco apresentava um panorama abrangente da cena do Estado, que diferentemente de São Paulo, mostrava-se mais positiva e descontraída.
A oportunidade de seguir como rapper solo voltou em 2003, com a gravação de À Procura Da Batida Perfeita. Maduro como artista, mais seguro nas rimas e casado com Camila Aguiar, com teve o terceiro filho, Lucas, Marcelo ganhou uma produção superior à de Eu Tiro É Onda e não perdeu a chance. Outra vez com os produtores David Corcos e Mario Caldato, emplacou nas rádios e na MTV as músicas "Qual É?" e "Loadeando...", com participação de seu filho, Stephan. Desta vez a fusão de rap e samba foi considerada uma das melhores produções do ano pela crítica especializada. No início de 2004, participou do Acústico MTV do grupo santista Charlie Brown Jr.. No mesmo ano, gravou seu próprio acústico, igualmente usando a chancela do canal musical.
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