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Página do artista Rolling Stones

Biografia

Mais do que pelas canções imortalizadas, como "(I Can't Get No) Satisfaction" e "Gimme Shelter", os Rolling Stones se tornaram conhecidos mundialmente pela atitude rebelde que influenciou várias gerações. Considerados mais selvagens e lascivos que os Beatles, eles conseguiram personificar, para o bem ou para o mal, o que houve de mais inovador na revolução de comportamento trazida pelos anos 60. Mick Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra), Brian Jones (guitarra), Charlie Watts (bateria) e Bill Wyman (baixo) compõem a formação tida como clássica, tão polêmica quanto prolífica. Depois de uma breve passagem de Mick Taylor no lugar de Jones, falecido em 1969, Ron Wood tomou conta da segunda guitarra. Bill Wyman só saiu em 199.... Com mais competência e popularidade do que companheiros de geração, tornaram o blues e R&B americanos palatáveis para o público britânico e mundial, estabelecendo os parâmetros do que ficou cristalizado como o rock'n'roll tradicional ou clássico.

Jagger e Richards se conheceram ainda crianças na escola primária, mas só foram descobrir as afinidades musicais pelo rock'n'roll de Chuck Berry e Little Richard em 1960, quando foram reapresentados por um amigo em comum, Dick Taylor, em Londres. Jagger já tocava com Taylor no Little Boy Blue And the Blue Boys e não tardou para Richards entrar no grupo. Um ano depois, conheceram Brian Jones, que havia abandonado a escola para tocar saxofone e clarinete. Ele tocava com Alexis Korner no Blues Inc., que mais tarde incluiria o baterista Charlie Watts, mas decidiu montar seu próprio grupo, inicialmente convocando o pianista Ian Stewart. Jagger era o vocalista do Blues Inc. quando, após um fita demo ser rejeitada pela EMI e Taylor sair do grupo, eles decidiram mudar o nome para The Rolling Stones, inspirados em uma canção de Muddy Waters.

O primeiro show dos Stones aconteceu no dia 12 de julho de 1962, no Marquee Club, na capital inglesa, com Jagger, Richards, Jones, Stewart, Taylor e Mick Avory (bateria). Poucas semanas depois, Taylor e Avory foram substituídos, respectivamente por Bill Wyman e Charlie Watts. Com a formação estabelecida, os Rolling Stones iniciaram uma temporada de oito meses no Crawdaddy Club, sedimentando uma base consistente de fãs e chamando a atenção de Andrew Loog Oldham, que vislumbrou a possibilidade de promover o grupo como a versão "malvada" dos Beatles. Como contrastava com a imagem rebelde pretendida por Oldham, Stewart, bem mais velho do que os outros integrantes, foi forçado a sair do grupo. Mas o pianista não se afastou completamente, gravando com o grupo até sua morte, em 1985. Com a ajuda do empresário, os Stones assinaram com a Decca Records e lançaram, em junho de 1963, o compacto com uma cover de "Come On", de Chuck Berry. O passo seguinte foi uma nova cover, dessa vez de "I Wanna Be Your Man", de John Lennon e Paul McCartney, que teve maior repercussão. O primeiro sucesso nos Estados Unidos veio com a versão para "Not Fade Away", de Buddy Holly. A essa altura, os Stones já escandalizavam a imprensa inglesa pela performance agressiva e por atos delinqüentes como urinar em público.

A estréia em disco aconteceu em 1964, emplacando a faixa "It's All Over Now" e possibilitando uma turnê pela América. O impulso final para o sucesso veio quando Oldham estimulou Jagger e Richard a gravarem suas próprias composições. "Tell Me (You're Coming Back)" apareceu em junho de 1964, seguido de "The Last Time". A condição de astros do rock, todavia, veio com "(I Can't Get No) Satisfaction", no mesmo ano. Em 1966, saiu o primeiro disco de material exclusivamente próprio, Aftermath, em que destacam-se belas composições como ?Lady Jane? e Mother??s Little Helper? e as influências exóticas trazidas por Brian Jones, responsável pela cítara utilizada em "Paint It Black" e pelo vibrafone em ?Under My Thumb?. Antes de Between the Buttons (1967), que trazia as geniais ?Let??s Spend The Night Together?, ?Yesterday??s Papers? e ?Ruby Tuesday?, os Rolling Stones enfrentaram uma série de contratempos. Um leve: o programa Ed Sullivan Show, a produção obrigou Jagger a alterar o refrão de "Let's Spend the Night Together". Um pesado: em fevereiro, o vocalista e Keith Richards foram presos por posse de drogas ? Jones passou pela mesma situação poucos meses depois. Ainda com os Beatles como referência, lançaram, em 1967, Their Satanic Majesties Request, resposta ao psicodélico Sgt. Pepper??s dos Beatles. A guinada lisérgica não funcionou muito e terminou com a troca de empresários. Oldham foi substituído por Allen Klein, e o grupo voltou à sonoridade negra americana mais ortodoxa (rock e rhythm & blues). O primeiro sinal disso veio com "Jumpin' Jack Flash", single de Beggar's Banquet (1968). Marcado por um retorno às raízes blues e pela magnífica ?Sympathy For The Devil?, o disco teve pouca participação de Brian Jones, que estava enfrentando problemas com o vício em drogas e sairia da banda em junho de 1969, reclamando de diferenças artísticas com Jagger e Richards. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Jones foi encontrado morto na piscina de sua casa. Dias após seu funeral, saiu o single "Honky Tonk Woman", do álbum Let It Bleed (1969), notável pelas clássicas ?You Can??t Always Get What You Want? e ?Gimme Shelter?. Jones foi substituído por Mick Taylor, que seguiu com os outros para uma turnê pelos Estados Unidos. Se auto-intitulando "A Melhor Banda de Rock & Roll do Mundo", os Rolling Stones organizaram um concerto em Altamont, contratando os Hell's Angels como seguranças. A escolha dos motociclistas não podia ser pior: resultou na morte de um fã, esfaqueado por membros da gangue.

Abalado, o grupo só voltou a lançar disco no final de 1970: o ao vivo Get Yer Ya-Ya's Out foi o último pelo selo Decca. Naquele ano, fundaram um selo próprio (Rolling Stones Records), Jagger estrelou o filme Performance, de Nicolas Roeg) e se casou com a nicaragüense Bianca. Richards, que passara o ano tocando com Gram Parsons, trouxe várias idéias que foram utilizadas em Sticky Fingers (1971), um clássico marcado por influências de blues, country e drogas como a heroína. No ano seguinte, saiu o duplo Exile on Main St., outra obra-prima (para muitos, o melhor álbum dos Stones), dessa vez de rock??n??roll clássico e rhythm & blues puro-sangue. A crítica passou a ser desfavorável a partir de Goats Head Soup (1973), que oferece pouco mais do que a balada ?Angie? e o rock ?Star Star?, e It's Only Rock'N'Roll (1974), um pouco mais inspirado e trazendo a bela ?Time Waits For No One?: mesmo assim, os dois LPs venderam bem. Mick Taylor foi substituído por Ron Wood, que tocava no Faces, e Black N'Blue saiu em 1976, com mais grooves, influências de reggae e funk, e poucas canções decentes. No Canadá, em 1977, Keith Richards e sua esposa Anita Pallenberg foram presos por porte de heroína ? mas a sentença foi suspensa depois que ele iniciou um tratamento de desintoxicação. Com Some Girls, em 1978, o grupo retomou o prestígio, chegando aos primeiros lugares das paradas americana e inglesa com o single "Miss You", tardiamente influenciado pela disco music. O feito foi repetido com Emotional Rescue (1980, na mesma onda pós-disco e trazendo ?She??s So Cold?) e Tattoo You (1982), um grande álbum que inscreveu "Start Me Up" na galeria de clássicos do repertório stoniano, mas que oferecia muito mais para as novas gerações que estavam apenas conhecendo a banda. A turnê consagradora de Tattoo You gerou o ao vivo Still Life (1982). Undercover (1983) e Dirty Work (1986) louváveis por tentar incorporar novas influências, expuseram uma sensível queda de qualidade. Jagger e Richards lançaram discos solo e se reuniram em 1988, para gravar Steel Wheels. Lançado um ano depois, o disco recebeu boas críticas e foi promovido com uma longa turnê, em que se origina o burocrático ao vivo Flashback (1991). O baixista Wyman deixou o grupo em seguida, sendo substituído no instrumento (sem status de integrante oficial) pelo músico negro americano Darryl Jones. Ex-colaborador de Miles Davis e de Sting, ele no álbum Voodoo Lounge, de 1994. Produzido por Don Was, o disco teve boas críticas e ganhou um Grammy de "Melhor Álbum de Rock", mas pouco acrescentou ao repertório e à trajetória da banda. A turnê subseqüente, a mais grandiosa dos Stones em termos de parafernália, passou pelo Brasil em 1995 e rendeu memoráveis shows no Maracanã e no Pacaembu. Em seu término, saiu Stripped (1995), disco acústico registrado ao vivo que rendeu menos do que o acenado pela fórmula. Em 1996, porém, saiu dos arquivos Rolling Stones Rock & Roll Circus, com material gravado em dezembro de 1968, para um especial de TV. Depois de lançar Bridges to Babylon (1997), os Stones caíram no gosto do público da MTV e iniciaram outra turnê grandiosa, novamente com datas brasileiras em 1998. Previsivelmente, a turnê gerou o ao vivo No Security no ano seguinte.

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