Características
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Título:
Livro - Julgamento De Kissinger, O
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Título Original:
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Subtítulo:
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Autor:
Christopher Hitchens
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Tradução:
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Editora:
Boitempo Editorial
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Assunto:
Ciencias Sociais-Ciencia Politica
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ISBN:
8585934980
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Idioma:
Português
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Tipo de Capa:
BROCHURA
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Edição:
1
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Número de Páginas:
192
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| Em O Julgamento de Kissinger, de Christopher Hitchens, o autor monta uma verdadeira peça de acusação contra Kissinger, extremamente bem documentada. A tese central de Hitchens é a de que, pelas leis internacionais, Kissinger deveria ser julgado e condenado por todos os crimes perpetrados nos anos passados na Casa Branca (a partir de 1969 como assistente de segurança nacional do presidente Nixon e, de 1973 a 1976 como Secretário de Estado). Nesses anos, Kissinger presidiu o comitê encarregado de supervisionar todas as operações encobertas efetuadas pelos diversos organismos do governo, a começar pela CIA.
As acusações de Hitchens se concentram em questões como o assassinato de milhares de civis durante a Guerra do Vietnã; o suporte e as armas oferecidas em 1971 ao golpe militar conduzido em Bangladesh pelo general Yahja Khan; o envolvimento direto dos EUA no assassinato de René Schneider, comandante das forças armadas chilentas, em 1971; o apoio dado do então ditador Suharto quando o exército da Indonésia invadiu o Timor Leste, matando outros milhares de civis. O autor defende ainda a tese de que Kissinger deveria ter o mesmo tratamento dado ao ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic pela Corte Internacional de Haia, acusado pelas potências ocidentais de crimes de guerra contra a humanidade.
Kissinger nunca respondeu às acusações, contando com a cumplicidade do poder político e econômico norte-americano. Já em Paris, um juiz investiga o desaparecimento de cinco franceses após o golpe no Chile e magistrados argentinos tentam interrogá-lo sobre assassinatos durante a ditadura. A Suprema Corte do Chile também aprovou a convocação de Kissinger para depor sobre a morte do jornalista norte-americano Charles Horman (o que inspirou o filme Desaparecido, de Costa-Gravas).
Enquanto isso, em Roma o ex-secretário de Estado foi recebido recentemente com honras de chefe de Estado pelo primeiro-ministro Berlusconi. E, no Brasil, quase foi condecorado pelo governo FHC com a Ordem do Mérito do Cruzeiro do Sul, uma das mais altas condecorações do país. |
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